Protetor solar: uma obrigação após tratamentos estéticos

6 de abril de 2017
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Fundamental na rotina diária, independentemente do tipo de pele, o protetor solar é um cuidado mais que obrigatório para quem se submete a tratamentos estéticos, seja para clareamento, tratamento de rugas e linhas de expressão, redução de cicatrizes de acne ou hidratação. Em todos esses casos, com o não uso ou uso incorreto do protetor solar, o paciente dificilmente terá o benefício completo no procedimento realizado.

Parte do tratamento
São inúmeros os estudos que comprovam que o protetor solar protege a pele contra os malefícios causados pelas radiações UVB, UVA e luz visível. A fotoproteção faz parte do protocolo de tratamento de quase todos os procedimentos estéticos, pois previne a degradação das fibras de colágeno e elastina, por meio da inibição da formação de  enzimas conhecidas como metaloproteinases de matriz (MMP), reduz a formação de radicais livres, previne o aparecimento de manchas e mantém a barreira da pele mais coesa, evitando a desidratação.

Na avaliação do coordenador da Comissão Assessora de Farmácia Estética do CRF-SP, dr. Lucas Portilho, se um paciente busca tratamento estético, de nada adianta realizá-lo e continuar agredindo a pele com excesso de radiação, “O excesso de raios solares pode causar aumento da produção de melanina, que posteriormente pode gerar uma mancha na pele, além de aumentar a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) que causam lesão no DNA.”

Produto adequado à pele brasileira
Atualmente, os protetores solares no Brasil são muito bem formulados, tanto os industrializados, quanto os manipulados, explica o farmacêutico. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou em 2012 a RDC 30, que exige testes específicos para protetores solares que garantem a proteção contra os raios UVA e UVB. “Temos no Brasil matérias-primas extremamente potentes na absorção da radiação e os produtos estão com sensorial cada vez mais adequado à pele do brasileiro.”

Cuidados na aplicação
Existem maneiras corretas de uso protetor solar para se garantir a proteção prometida, porém alguns cuidados devem ser levados em consideração antes de aplicar um fotoprotetor após  procedimentos estéticos. Produtos com alta concentração de álcool não são recomendados, pois podem ocasionar ardência na pele do paciente. Após a técnica do microagulhamento, na qual são utilizadas agulhas que podem aumentar a permeação de substâncias, não é indicado o uso imediato de fotoprotetores, com o intuito de evitar a permeação dos componentes dos produtos.

Orientação é fundamental
É fundamental que o profissional indique o uso correto do produto em relação à quantidade aplicada, caso contrário, o resultado do tratamento pode ficar comprometido. “Um exemplo é um estudo que comprovou que, quando aplicado incorretamente, um fotoprotetor com FPS 30 pode cair para FPS 8.8” afirma o Dr. Lucas Portilho. “Dessa forma, é importante que o profissional oriente seu paciente a aplicar corretamente e reaplicar o filtro sempre que necessário, após sudorese intensa ou conforme indicado na rotulagem. Atualmente, existem produtos com oito e 12 horas de efetividade, mas volto a ressaltar que sem a aplicação da quantidade correta, o protetor solar não funcionará adequadamente.”

E você, de que forma você aplica seu protetor solar? Compartilhe conosco nos comentários!

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