Colesterol: o que é, suas causas e tratamentos

16 de maio de 2017
colesterol

Colesterol é uma substância gordurosa encontrada naturalmente no organismo, da qual aproximadamente 70% é produzida pelo fígado, enquanto os outros 30% são provenientes da dieta. Seu papel vital é manter cada célula do corpo funcionado adequadamente,  e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. É utilizado pelo organismo na produção de alguns hormônios, como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras.  

Por se tratar de uma substância gordurosa,  não se dissolve no sangue, por isso precisa se liga a transportadores específicos para alcançar outros órgãos. As lipoproteínas, que também são produzidas no fígado, são suas maiores transportadoras pelo sangue.

Tipos de colesterol
Existem dois tipos:

-HDL (Highdensity lipoprotein ou Lipoproteína de densidade alta), também conhecido como “colesterol bom

-LDL (Low-density lipoprotein ou Lipoproteína de densidade baixa) também conhecido como “colesterol ruim ou mau colesterol“.

Diferença entre bom e mau
O HDL, ou colesterol bom, carrega o colesterol das artérias para o fígado, onde é eliminado. Como atua na destruição do colesterol, o ideal é que seus níveis no sangue sejam elevados para evitar o desenvolvimento das doenças cardíacas. Entretanto, o nível de HDL inferior a 40mg/dL também pode contribuir para o risco de doença cardiovascular.

Já o  LDL, ou colesterol ruim,  carrega o colesterol do fígado para os tecidos do corpo. É considerado alto quando é igual ou superior a 130 mg/dL, pois pode  acumular nas paredes dos vasos e artérias, formando placas de gordura que, com o tempo, dificultam a passagem do sangue, podendo levar a um AVC (acidente vascular cerebral) ou a um ataque cardíaco.

Sintomas
O LDL alto é uma doença silenciosa. Mesmo os níveis mais elevados não causam cansaço, dor de cabeça, falta de ar, dor no peito, palpitação, prostração ou qualquer outro sintoma. A única maneira de saber como estão os níveis de colesterol é por meio de exame de sangue.

Causas
Sexo e Idade
Mulheres na menopausa aumentam o risco de colesterol alto. A produção do hormônio feminino oferece um efeito protetor sobre o colesterol HDL. Por esta razão, desde a puberdade até a menopausa, as mulheres geralmente têm níveis mais elevados de bom colesterol (HDL) e níveis mais baixos de mau colesterol (LDL) do que os homens. Após a menopausa, os níveis de LDL tendem a serem mais elevados do que os homens, aumentando as chances de doença coronária.

Histórico familiar
Se há histórico na família, uma pessoa pode nascer com níveis elevados de LDL por isso deve-se fazer acompanhamento e manter bons hábitos alimentares desde a infância.

Obesidade
Pessoas com índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais têm maior risco de colesterol alto.

Inatividade Física
Não fazer exercícios aumenta o risco de  LDL alto.

Fumar
Além de diminuir o colesterol bom (HDL), o fumo ainda prejudica as paredes arteriais, tornando-as mais suscetíveis ao acúmulo do colesterol ruim (LDL).

Diabetes
Pessoas com diabetes mellitus têm mais vulnerabilidade a possuir baixos níveis de bom colesterol (HDL) e níveis elevados de mau colesterol (LDL), pois o açúcar elevado no sangue pode danificar as paredes arteriais.

Tratamentos e cuidados
Pessoas com colesterol elevado devem se submeter à dieta, praticar exercícios físicos regulares e, se estiverem acima do peso, emagrecer.

Independentemente do valor do colesterol, o indicado é que todas as pessoas tenham uma dieta pobre em gorduras saturadas e gordura trans, e rica em gorduras insaturadas.

A gorduras insaturadas, encontradas nos óleos de oliva, óleo de canola, azeitonas, abacate, castanha, nozes e amêndoas, reduzem o colesterol total sem diminuir o colesterol bom (HDL). Em casos de sobrepeso ou obesidade, a ingestão deve ser controlada, pois esses alimentos são altamente calóricos.

Ao diminuir o consumo de gordura saturada existente em frituras, alimentos industrializados, alimentos gordurosos, leites e derivados integrais, consequentemente há redução do colesterol total e do mau colesterol (LDL).

Alimentos
Alimentos bons:  ricos em fibras (como frutas, verduras e legumes, alimentos integrais, aveia, amaranto, quinoa e chia), ricos em ômega 3 – a chamada “gordura do bem” (linhaça e peixes como sardinha, atum e salmão), azeite de oliva extravirgem, óleo de coco e tubérculos, como inhame, mandioquinha e batata-doce.

Alimentos ruins: bacon, carnes gordurosas, queijos amarelos, lagosta, sorvetes cremosos, biscoitos recheados e pele de frango.

Medicamentos
Quando a dieta e a prática de atividade física não forem suficientes para reduzir os índices de LDL, o médico pode optar pelo tratamento farmacológico, usando medicamentos que auxiliam na normalização dos níveis.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para cada caso, a dosagem correta e a duração do tratamento.  Por isso, siga sempre as orientações do seu médico e nunca se automedique.

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