Nutrição para aliviar dores

31 de outubro de 2017
Nutrição para aliviar dores

Saiba mais sobre a nutrição para aliviar dores.

Alimentar-se corretamente é uma das maneiras mais importantes de se obter uma vida com mais bem-estar, principalmente quando a dor aparece, pois esta pode ser solucionada por meio de uma nutrição balanceada.

Segundo especialistas, a mudança na alimentação aliada ao uso de suplementos apresenta resultados relevantes. Inclusive, estudos realizados em Ribeirão Preto (SP) comprovaram que a nutrição para aliviar dores é uma eficiente alternativa às cirurgias de coluna.

De acordo com as pesquisas, alimentos como o café e o chocolate, que possuem substâncias estimulantes, podem intensificar os sinais nervosos da dor. Entretanto, alimentos ricos em ômega-3, como o salmão por exemplo, podem trazer alívio, dependendo do caso.

Artrose

Em casos de artrose, o poder dos nutrientes podem reduzir a intensidade da dor até 70%. Já as bebidas alcoólicas e os alimentos ricos em açúcar refinado e gordura trans intensificam a produção de substâncias como derivados do ácido araquidônico prostaglandina, tromboxano A2, prostaciclina e leucotrieno, que pioram o processo de inflamação.

Para retardar a progressão da dor, os estudos indicaram que  lançar mão da nutrição para aliviar dores, por meio do consumo de suplementos antioxidantes e anti-inflamatórios, como as vitaminas A,C,D,E, zinco, selênio, ômega-3 e betacaroteno inibe o processo inflamatório.

Artrite reumatoide

Normalmente, para casos de artrite reumatoide, especialistas prescrevem sulfato de glucosamina, MSM (metilsulfonilmetano) e ácido hialurônico, além de sulfato de condroitina, porém, este último pode causar efeitos colaterais, principalmente intestinais, por ser uma molécula grande.  Há ainda os fitoterápicos Boswellia serrata, Curcuma longa e Uncaria tomentosa , prescritos de acordo com o quadro de cada paciente. No entanto, vale lembrar que grande parte da solução começa com o emagrecimento, já que a pressão sobre as articulações em pacientes com sobrepeso dobra o risco de dores nos joelhos.

Dor e sistema imunológico

Os micronutrientes são muito importantes nos processos inflamatórios crônicos, segundo Denise Carreiro, nutricionista e autora dos livros “Suplementação nutricional na prática clínica – volumes 1 e 2” e “Ecossistema intestinal na saúde e na doença”. A profissional ressalta que é essencial combater a deficiência de substâncias com ação natural anti-inflamatória, antialérgica, anticancerígena, antioxidante e detoxificante do organismo, pois associadas à ação natural da microbiota probiótica intestinal, elas determinam nossa tolerância a agressores alimentares, ambientais, antígenos microbianos, além de evitarem o aumento de autoanticorpos e controlarem a magnitude da resposta contra os agressores do organismo.

Desta forma, identifica-se uma forte ligação entre as dores e o sistema imunológico, já que o comportamento alimentar atual aliado ao uso repetido de drogas como anti-inflamatórios, anticoncepcionais, antibióticos, laxantes, entre outros, vem diminuindo a capacidade de modular as respostas de defesa.

Carências

O resultado é a carência de vitaminas e minerais necessários à formação, renovação e manutenção das células de defesa, hormônios reguladores, antioxidantes, enzimas e sucos digestivos, neurotransmissores e formação das mucosas. Essa carência também atinge o equilíbrio do sistema nervoso central, predispondo o organismo à dificuldade de lidar com o estresse, desencadeando, entre outros fatores, respostas inflamatórias.

Denise afirma também que a quebra de tolerância imunológica pode gerar sintomas como: otite, amidalite, bronquite, rinite, sinusite, esofagite de refluxo, gastrite, colite, cistite, celulite, enxaqueca, olheiras, dores musculares e articulares, ansiedade, irritabilidade, alterações de humor, agitação, distúrbios de concentração, distúrbios de aprendizagem, depressão, compulsividade e resistência à insulina, além de manifestações dermatológicas.

Há ainda a carência de vitamina D, que é considerada um dos principais fatores que podem desencadear doenças autoimunes, processos alérgicos, desequilíbrio da insulina e da tireoide.

Suplementação

A opção ideal depende da deficiência encontrada a partir de anamnese, exames clínicos e laboratoriais.

Probióticos

A microbiota gastrointestinal atua em praticamente todos os fatores relacionados à dor, pois melhora a mucosa, seu pH e permeabilidade para absorção de nutrientes e eliminação de substâncias estranhas. Modula o sistema imunológico, combate bactérias patogênicas, dificulta infecções e contribui para a ação dos antioxidantes.

Ácidos graxos essenciais

Óleo de linhaça ou de peixe são opções para modular o sistema imunológico, para dar suporte para o estado emocional e desencadear um efeito anti-inflamatório natural, além de ser anti-histamínico.

L-gulamina, zinco, selênio, ácido fólico, vitamina B5, carotenoides, bioflavonoides e vitaminas E e A

Ajudam a recuperar a integridade da parede intestinal, têm ação antioxidante e anti-inflamatória, modulam o sistema imunológico, auxiliam na detoxificação hepática e contribuem com o estado nutricional como um todo.

Vitamina C, magnésio e quercitina

Inibem a degranulação dos mastócitos, diminuindo a liberação de histamina, dando suporte anti-histamínico.

Ferro

É essencial para o funcionamento normal do sistema imunológico, e tanto a carência como a sobrecarga de ferro  modificam a resposta imunológica. A enzima catalase, que contém o ferro heme, é responsável por converter peróxido de hidrogênio em oxigênio e água, com função antioxidante.

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