Hortas verticais: uma tendência do bem

30 de janeiro de 2018
Hortas verticais

Conheça o conceito das hortas verticais: uma tendência do bem.

Trata-se da prática de cultivar temperos e plantas medicinais em apartamentos e espaços pequenos, o que resgata o contato com a natureza e proporciona benefícios à saúde.

Produção caseira

Com os espaços domésticos cada vez menores aliados à crescente necessidade da população de priorizar, na medida do possível, uma alimentação natural, economicamente sustentável e livre de agrotóxicos, tem aumentado cada vez mais no cenário urbano o conceito de hortas verticais, também chamadas de hortas pet.

A quantidade de informações disponíveis na internet também é um fator de motivação para essa prática. Existem diversas fontes sobre como fazer uma produção caseira utilizando jardineiras, recipientes alternativos ou reaproveitados, sapateiras, dentre outros tantos materiais.

Aproveitamento de espaços

Indicadas para locais pequenos, mas com boa ventilação e com exposição à luz solar de cinco a sete horas por dia,  a principal característica das hortas verticais é o fato de serem penduradas ou fixadas em estruturas verticais, como paredes de apartamentos ou até mesmo de casas, com o objetivo de obter melhor aproveitamento do espaço destinado ao cultivo caseiro.

Além dos benefícios para a alimentação, as hortas verticais também contribuem para um ambiente mais saudável, pois promovem equilíbrio térmico.

Cuidados

Entre as espécies mais comuns e que se adaptam bem a essas estruturas estão as plantas utilizadas como condimentos. Também é recomendado o cultivo de plantas de pequeno porte e de crescimento perene, pois estas costumam durar até dois anos nos recipientes.

Segundo especialistas, embora simples e, em geral, fáceis de serem conduzidas por estarem em recipientes individuais, as hortas verticais requerem alguns cuidados específicos: todas elas, independentemente das espécies, devem ser plantadas em recipientes com 20 a 30 cm de altura, utilizando composto, que pode ser pronto ou produzido em casa. Também deve-se colocar água sempre que perceber que o substrato está secando, porém, sem encharcar. Uma vez por ano, é necessário colocar composto ao redor da planta, mas com cuidado para que ele não encoste no caule.

Compostagem

Caso o cultivador tenha acesso a jardins ou a um terreno, é possível produzir a compostagem a partir de um buraco na terra, colocando nele restos de vegetais. É importante revolver diariamente o local, mantendo-o úmido sem encharcar. Em dois ou três meses, o composto estará formado. No entanto, caso não haja um local para se fazer a compostagem, existem composteiras que podem ser encontradas no mercado.

Espécies

Como a maioria das espécies é perene, não é necessário fazer canteiros. O plantio ocorre de forma semelhante ao das plantas ornamentais, em pequenas covas. Espécies como tomilho, orégano, cebolinha e manjerona podem ser cultivadas em jardineiras com 20 cm de altura; já pimentas e manjericões, em recipientes com 30 cm de altura. Espécies da mesma família e formatos semelhantes não devem ser plantadas juntas.

Aos que pretendem cultivar plantas medicinais para uso contínuo, um alerta: por promoverem efeitos terapêuticos, muitas espécies podem gerar efeitos adversos como interagir com medicamentos sintéticos ou com outros fitoterápicos. Assim, sugere-se procurar informações com profissionais especializados em fitoterapia, como o farmacêutico e o nutricionista, dentre outros.

Principais espécies mais comuns em hortas verticais

-Erva-cidreira (Melissa Officinalis)

-Hortelã-da-cozinha  (Mentha Crispa)

-Manjerona (Marjorana Hortensis)

-Orégano  (Origanum Vulgare)

-Tomilho (Thymus Vulgaris)

-Pimenta-Malagueta (Capsicum Frutescens)

-Manjericão italiano (Ocimum basilicum cv Genovese)

-Salsa-Crespa (Petroselinum Crispum)

-Cebolinha (Allium schoenoprasum)

-Segurelha (Satureja Hortensis)

E você, já pensou em criar uma horta vertical em um espaço pequeno? Com quais espécies? Compartilhe conosco nos comentários!

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