Infecção urinária: como se proteger

6 de fevereiro de 2018
Infecção urinária: como se proteger

A infecção urinária incomoda muita gente, independentemente da faixa etária, porém apresenta peculiaridades de acordo com a fase da vida. Saiba quais são essas peculiaridades para domar a chateação.

Sintomas

São sintomas clássicos da infecção urinária ter vontade de fazer xixi e na hora saírem apenas algumas gotinhas. A vontade não passa e, de vez em quando surge a dor. A cistite, como também é conhecida, é o problema de origem bacteriana mais comum no país, atingindo do recém-nascido ao idoso.  De acordo com diretora da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Leda Lotaif, todos nós corremos esse risco porque as bactérias por trás da infecção urinária já estão em nosso organismo.

Mais em mulheres

A condição atinge preferencialmente o sexo feminino. Estimativas apontam que metade das mulheres terá, pelo menos, um episódio ao longo da vida. Já nos homens, o índice beira os 10%. Normalmente, o problema resulta de uma migração de micro-organismos que habitam o intestino e vão para a uretra, canal por onde ecoa a urina.

Nos homens, a uretra passa dentro do pênis e nas mulheres, termina na vulva e, justamente por esse motivo, a incidência no sexo feminino é maior, já que a uretra está mais próxima da vagina e do ânus.

Prescrição de antibióticos

Quando a infecção acontece, nem sempre seus sinais são muito claros, desta forma, os médicos costumam prescrever antibióticos para saná-la. No entanto, é muito importante saber qual é o tipo de bactéria que está causando o problema, para garantir que o tratamento seja certeiro.

Outra ponto importante é evitar que outras bactérias ganhem resistência, já que o uso indiscriminado de antibióticos remete a um alerta mundial sobre o avanço de bactérias super-resistentes.

Prescrição de antibióticos - infecção urinária: como se proteger

É importante saber qual é o tipo de bactéria que está causando a infecção urinária, para garantir que o antibiótico seja certeiro.

 

Mutação preocupante

Cientistas chineses e britânicos identificaram recentemente uma mutação preocupante na Escherichia Coli, uma das principais envolvidas com a infecção urinária: a bactéria já dá sinais de resistência à colistina, antibiótico considerado de último recurso. Programas de uso consciente dessas drogas, tanto pela população quanto por criadores de animais, são determinantes para brecar o avanço do fenômeno. E cada cidadão pode ajudar, respeitando o uso (e o tempo de uso) dos antibióticos, seguindo a prescrição médica.

As vilãs

As cinco bactérias que mais provocam infecção urinária são:

-Escherichia coli

-Proteus  mirabilis

-Staphylococcus saprophyticus

-Klebsiella sp.

-Enterococcus faecalis

 

Na infância

Como não controlam as idas ao banheiro, crianças pequenas ficam mais suscetíveis à infecção urinária. Se o problema for frequente, aliás, deve-se investigar a fundo para descartar uma eventual má-formação no aparelho urinário.

Nas crianças maiores é essencial reparar se elas andam fazendo xixi muito pingadinho. Já nos  bebês, febre sem razão aparente é sinal de alerta.

Medidas protetoras para crianças

Bumbum limpinho

Ao trocar as fraldas, limpe da região genital para o ânus e certifique-se de que não sobrou resíduo.

Olho no banheiro

Atenção à cor e à quantidade de xixi. Crianças devem urinar a cada três horas e evacuar uma vez ao dia.

Com febre

Se a temperatura subir e não houver outro sintoma aparente, investigue com o pediatra.

Sem fimose

A circuncisão parece proteger contra a cistite: a incidência é 10% menor nos meninos circuncidados.

Bebê com febre - Infecção urinária: como se proteger

Nos bebês, febre sem razão aparente é sinal de alerta para infecção urinária.

 

Sexo feminino

As características anatômicas femininas e a vida sexual ativa são fatores que explicam a maior incidência da cistite em mulheres jovens. Segundo a Associação Europeia de Urologia, uma em cada três desenvolverá a infecção antes dos 24 anos.

A uretra três vezes mais curta que a masculina e sua proximidade ao ânus a tornam propícia para a atuação das bactérias. Isso explica também por que as mulheres sofrem mais o mal de repetição: 20% delas têm mais de três episódios ao ano. Urologistas esclarecem que  condições como constipação, pedras nos rins e diabetes, também favorecem o aparecimento e a recorrência da cistite. Nas mulheres mais velhas, alterações hormonais da menopausa também podem propiciar o quadro.

Medidas protetoras para mulheres

Após o sexo

Urinar depois do ato sexual ajuda a limpar a uretra, por onde sobem as bactérias.

Os hormônios

Na menopausa, a reposição hormonal pode minimizar o risco do problema.

Sem repetição

Nesses casos, o médico pode entrar com doses baixas de antibióticos por um tempo maior.

Até Probióticos

Alguns produtos com certas bactérias do bem ajudam a frear o vai e volta da infecção.

 

Já teve infecção urinária? Ficou com alguma dúvida? Compartilhe conosco nos comentários. Nós queremos ouvir você!

  

Você pode gostar também

Sem comentários

Deixe uma resposta